SEJAM BEM-VINDOS

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MARE QUIDEM COMMUNE CERTO EST OMNIBUS.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

TEORIA DA DESCOBERTA DA AUSTRÁLIA PELOS PORTUGUESES



Embora a maioria dos historiadores sustente que a descoberta europeia da Austrália ocorreu em 1606 com a viagem do navegador neerlandês Willem Janszoon a bordo do Duyfken, foram avançadas numerosas teorias alternativas.
A precedência da descoberta foi reclamada pela China,  Portugal,  França,  Espanha e, até, para os Fenícios.  Dessas teorias, uma das mais bem suportadas é a teoria da descoberta da Austrália pelos portugueses.
O primeiro contacto europeu com o continente do Sul teria sido efectuado por navegadores portugueses, embora não haja referências a esta viagem ou viagens nos arquivos históricos de Portugal. A principal evidência para estas visitas não declaradas foi a descoberta de dois canhões portugueses afundados ao largo da baía de Broome na costa noroeste da Austrália. A tipologia dessas peças de artilharia indica serem de fabricação portuguesa, podendo ser datadas entre os anos de 1475 e 1525.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CANHÕES


CANHÕES DA TORRE DE BELÉM

É desconhecida a época em que foram inventadas as bocas-de-fogo; uns atribuem a sua invenção aos chineses, outros à Alemanha, outros aos árabes, e alguns à Itália. Também é desconhecido qual foi a primeira nação que empregou na guerra a arma de artilharia. É, porém, fora de dúvida, que entre os povos da Europa, foram os portugueses uns dos primeiros que possuíram essas terríveis armas (denominada de trom), conhecendo-as desde os meados do século XIV, apesar de haver quem diga que já se tinham utilizado na tomada de Silves, no reinado de D. Sancho I.


O mestre de Avis, tinha recebido a disputada coroa portuguesa e o título de Dom João I em 1384. Para defender as suas fronteiras contra os ataques castelhanos, as indústrias portuguesas começaram a produzir canhões com as técnicas metalúrgicas dos sarracenos. As indústrias portuguesas obtiveram aço maleável para armas de fogo nas forjas do Arcebispo e em Santa Clara. Dom Afonso V estabeleceu em Portugal a primeira Unidade de Artilharia em 1449 e o cargo de Provedor Mor da Artilharia. Os canhões foram instalados pela primeira vez em Portugal para a defesa das fronteiras, rios e mares. Em Lisboa, os canhões também foram instalados em navios com casco reforçado para mil tonéis, cujo modelo foi utilizado na construção de caravelas.

A força militar portuguesa esteve protegida por tais canhões durante os Descobrimentos portugueses. Estes canhões eram mais leves do que os conhecidos e tinham o alcance de aproximadamente duas milhas e meia, impedindo a agressão inimiga.

 Assim fez Cabral sobre Calecut na Índia, após a descoberta do Brasil. Vasco da Gama também provocou pesadas baixas sobre Calecut. O Comandante Duarte Pacheco Pereira em Cochim com dezoito canhões abateu 150 navios árabes. Outros comandantes portugueses impuseram o domínio bélico sobre a China e o Japão. O calibre dos canhões era identificado pelo peso dos projécteis em libras, ao peso de 0,456 kg: 12 libras; 18 libras, 24 libras.
O trecho a seguir, tradução de um manuscrito francês de 1748, intitulado Relâche du Vaisseau L'Arc-en-ciel à Rio de Janeiro, que se encontra na Biblioteca da Ajuda, em Lisboa, dá-nos um relato de como era protegida a Baía da Guanabara, naquela época por uma fortaleza, com canhões:

"A Fortaleza de Santa Cruz, a mais importante do país, está situada sobre a ponta de um rochedo, num local onde todos os barcos que entram ou saem do porto são obrigados a passar a uma distância inferior ao alcance de um tiro de mosquete. A fortificação consiste numa compacta obra de alvenaria de 20 a 25 pés de altura, revestida por umas pedras brancas que parecem frágeis. A sua artilharia conta com 60 peças de canhão, de 18 e 24 polegadas de calibre, instaladas de modo a cobrir a parte externa da entrada do porto, a passagem e uma parte do interior da baía. Cada uma das peças referidas foi colocada no interior de uma canhoneira, o que gera um inconveniente: mesmo diante de um alvo móvel, como um barco a vela, elas só podem atirar numa única direcção." 
SAGRES

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Era dos descobrimentos



Era dos descobrimentos ou das Grandes Navegações é a designação dada ao período da história que decorreu entre o século XV e o início do século XVII, durante o qual os europeus exploraram intensivamente o globo terrestre em busca de novas rotas de comércio. Os historiadores geralmente referem-se à "era dos descobrimentos" como as explorações marítimas pioneiras realizadas por portugueses e espanhóis entre os séculos XV e XVI, que estabeleceram relações com África, Américas e Ásia, em busca de uma rota alternativa para as "Índias", movidos pelo comércio de ouro, prata e especiarias. Estas explorações no Atlântico e Índico foram seguidas pelos países do norte da Europa, França, Inglaterra e Holanda, que exploraram as rotas comerciais portuguesas e espanholas até ao Oceano Pacífico, chegando à Austrália em 1606 e à Nova Zelândia em 1642. A exploração europeia perdurou até realizar o mapeamento global do mundo, resultando numa nova  visão do mundo e no contacto entre civilizações distantes, alcançando as fronteiras mais remotas muito mais tarde, já no século XX.
A era dos descobrimentos marcou a passagem do feudalismo da Idade Média para a Idade Moderna, com a ascensão dos estados-nação europeus. Durante este processo, os europeus encontraram e documentaram povos e terras nunca antes vistas. Juntamente com o Renascimento e a ascensão do Humanismo, foi um importante motor para o início da modernidade, estimulando a pesquisa científica e intelectual. A expansão europeia no exterior levou ao surgimento dos impérios coloniais, com o contacto entre o Velho e o Novo Mundo a produzir o chamado "intercâmbio colombiano" (Columbian Exchange), que envolveu a transferência de plantas, animais, alimentos e populações humanas (incluindo os escravos), doenças transmissíveis e culturas entre os hemisfério ocidental e oriental, num dos mais significativos eventos globais da ecologia, agricultura e cultura da história.


O Infante D. Henrique nasceu no Porto, numa quarta-feira de cinzas, dia que se considerava pouco propício ao nascimento de uma criança. Era o quinto filho do rei D. João I, fundador da Dinastia de Avis, e de Dona Filipa de Lencastre.

BRASÃO DO INFANTE 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Galeão português Santíssimo Sacramento




O Santíssimo Sacramento ou conhecido apenas por Sacramento foi um galeão português do século XVII que naufragou a 5 de Maio de 1668 nos baixios do rio Vermelho, em Salvador, da capitania da Bahia do Estado do Brasil.
Construído na cidade do Porto por Francisco Bento, em 1650 foi a nave da armada que tinha defendido a costa portuguesa dos piratas. Esteva artilhada com 60 canhões e guarnecida por 824 marinheiros e soldados. Logo na viagem inaugural, desbaratou três navios corsários de Dunquerque, que a tentaram atacar.
A embarcação zarpou do porto de Lisboa em Fevereiro de 1668, sob o comando de  Francisco Correia da Silva, com a escolta de uma frota de 50 embarcações armadas pela Companhia Geral de Comércio do Brasil.
Embora se desconheça o número de embarcados, que variam de 400 a 600 pessoas, repartidos entre tripulantes, soldados, passageiros, comerciantes e religiosos, as opiniões divergem.
A 5 de Maio, após uma viagem sem incidentes, o Sacramento chegou à vista do porto de Salvador, na Bahia, com tempestade. Ventos do quadrante Sul, de grande intensidade, impediam a entrada da frota na barra, levando a embarcação a colidir contra o banco de Santo António  a cerca de cinco metros da superfície, por volta das dezanove horas.
Apesar dos insistentes pedidos de socorro, disparando todas as suas peças de artilharia, o galeão permaneceu por quatro horas à deriva, acabando por naufragar.
Assim que foi informado do acidente, o governador da Capitania da Bahia,  Alexandre de Sousa Freire, mandou em auxílio todos os recursos e pessoas disponíveis na Ribeira, mas perante a intempérie e a distância, os socorros só chegaram ao local do naufrágio na alvorada do dia seguinte:
"Acharam feita em pedaços a nau, e grande número de corpos, uns ainda vivos, vagando pelos mares, outros jazendo já mortos nas areias (...), e só salvaram as vidas algumas pessoas, às quais se pôs em salvo a sua fortuna e a diligência dos pescadores daquelas praias (...), e algumas poucas que sobre as tábuas piedosamente despedaçadas no seu remédio se puseram em terra." (da História da América Portuguesa, 1730.)
Apenas se salvaram setenta pessoas. O corpo do comandante Correia da Silva, juntamente com as centenas de outros, acabou por dar à costa no dia seguinte.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

MAR TEMPESTUOSO

Como quando do mar tempestuoso
o marinheiro, lasso e trabalhado,
de um naufrágio cruel já salvo a nado,
só ouvir falar nele o faz medroso,

e jura que, em que veja bonançoso
o violento mar e sossegado,
não entre nele mais, mas vai, forçado
pelo muito interesse cobiçoso;

assi, Senhora, eu, que da tormenta
de vossa vista fujo, por salvar-me,
jurando de não mais em outra ver-me:

minha alma, que de vós nunca se ausenta,
dá-me por preço ver-vos, faz tornar-me
donde fugi tão perto de perder-me.
Luís Vaz de Camões




domingo, 3 de abril de 2011

LATITUDE E LONGITUDE



Determinar a latitude é simples, basta medir o ângulo entre o horizonte e a Estrela Polar com ajuda de um quadrante,  astrolábio ou sextante, mas o cálculo da longitude sempre apresentou sérios problemas, principalmente no alto mar. O cálculo da longitude, em teoria, reduz-se a medir a diferença de tempo entre um ponto de referência e a posição actual do navio. A posição do Sol indica a hora local, mas a referência de tempo não poderia ser conhecida sem relógios suficientemente precisos, que só seriam construídas a partir dos séculos XVIII e XIX.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O OCEANO ATLÂNTICO



O oceano Atlântico é o segundo maior oceano em extensão, com uma área de aproximadamente 106.200.000 km², cerca de um quinto da superfície da Terra. É o oceano que separa a Europa e a África a Leste, da América, a Oeste. O seu nome deriva de Atlas que era filho de Gaia e de Urano, divindade da mitologia grega. É por isso que às vezes o oceano Atlântico é referido como "mar de Atlas". A menção mais antiga sobre o seu nome é encontrada nas Histórias, de Heródoto, por volta de 450 a.C. 


Antes de se descobrirem outros oceanos, o termo "oceano" foi sinónimo de todas as águas que circundam a Europa Ocidental que agora é conhecido como Atlântico e que os gregos acreditavam ser um grande rio que circundava toda a Terra.
O oceano Atlântico apresenta uma forma semelhante a uma letra S. Sendo uma divisão das águas marítimas terrestres, o Atlântico é ligado ao oceano Árctico que em algumas vezes é referido como sendo apenas um mar do Atlântico; a Norte, ao oceano Pacífico, a Sudoeste, e ao oceano Índico, a Sudeste, e ao oceano Antárctico, a Sul. Alternativamente, ao invés do oceano Atlântico ligar-se com o oceano Antárctico, pode-se estabelecer a Antárctida como limite sul do oceano, sob outro ponto de vista. A linha do Equador divide o oceano em Atlântico Norte e Atlântico Sul. Com um terço das águas oceânicas mundiais, o Atlântico inclui mares como o Mediterrâneo, o mar do Norte, o Báltico e o mar das Caraíbas.