domingo, 23 de outubro de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
AS ESPECIARIAS (Baunilha e chocolate)
Embora cada região do planeta possua as próprias especiarias, na Europa, a partir das Cruzadas, desenvolveu-se o consumo das variedades oriundas das regiões tropicais, oferecidas pelo mundo islâmico. Para atender a essa demanda, ampliou-se o comércio entre o Ocidente e o Oriente, através de várias rotas – terrestres e marítimas – que uniam não apenas a Europa internamente, pontilhando-a de feiras, mas esta e a China (rota da Seda) e as Índias (rota das especiarias).
Na tentativa de uma solução para contornar o problema, Portugal, seguido pela Espanha, organizaram expedições para a exploração de rotas alternativas marítimas para o Oriente. O projecto português previa um ciclo oriental, contornando a África (o périplo africano), enquanto que o projecto espanhol apostou no ciclo ocidental, que supostamente culminou no descobrimento da América. Há inúmeras controvérsias sobre a casualidade desse facto, já que muitos indícios denunciam o conhecimento prévio da existência do continente americano na Europa.
A baunilha do castelhano vainilla, pequena vagem, é uma especiaria usada como aromatizante, obtida de orquídeas do género Vanilla, nativas do México. Originalmente cultivada pelos povos mesoamericanos pré-colombianos que parece ter sido levada para a Europa juntamente com o chocolate na década de 1520, pelo conquistador espanhol Hernán Cortés Monroy Pizarro Altamirano.
A história da baunilha está associada à do chocolate. Os astecas, e já antes os maias, decoravam com baunilha uma bebida espessa à base de cacau, destinada aos nobres e aos guerreiros denominada xocoatl, porém, não cultivavam nem a baunilha nem o cacau, devido ao clima impróprio.
Tais produtos de luxo provinham do comércio com as regiões vizinhas. Provavelmente não dispunham do conhecimento agronómico da planta que produzia a baunilha, pois chamavam-lhe tlilxochitl, que significa “flor negra”.
O desenho da baunilheira no Códice Florentino (ca .1580) e a descrição do seu uso e propriedades está escrita em língua nauatle, também chamada de asteca.
São os totonacas, ocupantes das regiões costeiras do golfo do México, próximo das actuais cidades de Veracruz e Papantla, quem produzia a baunilha e a fornecia aos astecas.
Os espanhóis descobriram a baunilha no início do século XVI por ocasião da conquista da América Central. Tudo leva a crer que o conhecimento decisivo da baunilha está efectivamente ligado à chegada dos espanhóis a Tenochtitlan, e ao encontro de Hernán Cortés com o tlatoani Moctezuma II, descrevendo-a Bernardino de Sahagún, frade franciscano espanhol, nos costumes e em particular no uso da baunilha para aromatizar o chocolate. A primeira referência escrita à baunilha que se conhece, bem como a primeira ilustração, constam no Códice Florentino, de 1552, cuja referência constitui igualmente a primeira a uma orquídea do Novo Mundo.
A baunilha é composta de óleo graxo e ácido benzóico, tem propriedades excitantes, favorece a digestão e admite-se ser afrodisíaca, antiespasmódica e emenagoga. Serve sobretudo como aromatizante, sendo muito utilizada em chocolates e na preparação de doces. Pode ser encontrada em tabletes, em pó, em tintura e em vagem. É um dos excitantes mais agradáveis da matéria média e reputada afrodisíaca por excelência.
O sorvete ou gelado é um tipo de guloseima gelada. Tecnicamente, é denominado gelado comestível e definido como um produto alimentício que é obtido ou a partir de uma emulsão de gorduras e proteínas, com ou sem adição de outros ingredientes e substâncias, ou a partir de uma mistura de água, açúcares e outros ingredientes e substâncias que tenham sido submetidas ao congelamento.
Em ambos os casos, a produção deve ocorrer sob condições tais que garantam a conservação do produto no estado cremoso, parcialmente congelado durante a armazenagem, o transporte e a entrega para consumo.
As mais antigas referências sobre as origens do sorvete incluem uma história sobre o imperador romano Nero (37-68), que teria mandado trazer neve e gelo das montanhas e misturá-lo com frutas, e outra do imperador chinês King Tang (618-697), que teria um método de combinar leite com água do rio.
terça-feira, 21 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
OS ILHÉUS DAS FORMIGAS
Os Ilhéus das Formigas localizam-se no oceano Atlântico ao norte da Ilha de Santa Maria, nos Açores.
Apesar de quase sempre referidos entre as ilhas do Grupo Oriental do arquipélago, são um dos locais menos conhecidos dos Açores.
Terão sido avistados por Gonçalo Velho Cabral, em 1431, na sua primeira busca das ilhas achadas pelo piloto Diogo de Silves.
O farol das Formigas está localizado no ilhéu mais a sul, sendo um dos "ex libris" da farolagem açoriana, marcando com o seu perfil característico a paisagem oceânica do recife.
Os ilhéus encontram-se 37 km (20 milhas) a nordeste da ilha de Santa Maria e 63 km (34 milhas) a SE da ilha de São Miguel, (uma milha náutica=1852mt). A sua disposição forma um alinhamento Norte-Sul com um comprimento total de 165 m e uma largura de cerca de 80 m. O seu território emerso é de cerca de 0,9 hectares, distribuídos por oito rochedos muito baixos, o mais elevado, o Formigão, apresentam 11 metros acima do nível do mar, pelo que são naturalmente desabitados.
Do ponto de vista geológico, os ilhéus das Formigas são formados, essencialmente, por escoadas de basalto, interrompidas por veios calcários que contêm fósseis de invertebrados marinhos que remontam, possivelmente, ao Miocénico.
As águas circundantes são de grande importância ecológica devido à diversidade de vida marinha que albergam e ao facto de constituírem local de reprodução e alimentação para muitas espécies incluindo tubarões, tartarugas e vários cetáceos.
domingo, 12 de junho de 2011
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