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sábado, 5 de março de 2011

A VELA LATINA



As primeiras velas triangulares, também conhecidas como latinas, surgiram cerca de 200 a. C. na região do Mediterrâneo. Este equipamento era disposto ao longo do barco, no sentido frente/trás (proa-popa), possibilitando navegação contra o vento. Apenas muito mais tarde, na Idade Média, chegaram à Europa Ocidental.


Todavia este tipo de velas veio a ser melhor aproveitado por volta de 1420 pelos marinheiros portugueses. Em época de Descobrimentos, tornou-se imperioso empreender viagens que implicavam um afastamento da costa, deixando de se concretizar percursos de cabotagem (navegação junto à costa). Como tal, os descobridores lusos utilizaram mais eficazmente as velas latinas nas suas caravelas. Estas foram especialmente concebidas para a prossecução dos Descobrimentos portugueses, principalmente no que respeita às explorações do Atlântico e da costa africana. 


Curiosamente, não há informações muito detalhadas relativas às caravelas, existem apenas descrições que possibilitam o cálculo de como eram e do que dispunham.
As velas latinas terão sido a grande novidade introduzida nas caravelas. O uso de velas triangulares em mar aberto permitia navegar à bolina, ou seja, contra o vento, avançando em zig-zag. Esta trajectória podia ser empreendida por entre ventos contrários e mais rapidamente do que as embarcações que utilizavam as velas quadrangulares. As velas latinas triangulares, num ângulo de 45º com o mastro, possibilitavam o aproveitamento dos ventos laterais e de popa.


Depois das viagens de exploração na costa africana, seguiram-se trajectos mais longos, como é o caso das viagens para a Índia. Por isto mesmo, surgiu a nau, que também não dispensava a vela latina, que era usada com o pano redondo nos mastros.
Porém, as velas latinas não foram usadas apenas nestes casos, muitas vezes tinham serventia, por exemplo, em barcas e embarcações de pesca. No primeiro caso, eram utilizadas em alternância com as velas de pano redondo, tendo em conta os ventos.


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